quarta-feira, 23 de outubro de 2019

41-POESIA ASTRONÔMICA


No fim do dia
Vi que o dia não tem fim
A noite é só ilusão
Consternação das galáxias

O universo não é mais que teoria subatômica
Versos de um soneto inerte
De poesia astronômica
Sem nome, forma ou razão

Imensidão inexorável da ciência
Sem fome, cheiro ou carência
Monstro eterno sem aparência
Obra do antagonismo

Presença e ausência sem sentido
Só acasos e consequências

Ateu Poeta
06/06/2012

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